Everyone knows I'm lazy. I love to sleep. But I really love to run as well, and unfortunately these two things don't go together... But yeah. I love my flatmates. They were so cheerful trying to wake me up, and even recorded it. And I say "I really hate this song" which is actually not true. I love to dance it. At night. At the club. Not when I'm waking up.
terça-feira, 24 de março de 2015
El Taxi è una canzone così noiosa quando ci svegliamo...
Toda a gente sabe que sou preguiçosa. Adoro dormir. Mas também adoro correr, e infelizmente estas duas coisas não são conciliáveis... Mas pronto. Adoro os meus colegas de casa. Foram tão animados ao tentarem acordar-me, e ainda gravaram o momento. E eu digo no filme (em inglês) "Eu realmente odeio esta música", o que não é verdade. Adoro dançá-la. À noite. Na discoteca. Não quando estou a acordar.
domingo, 22 de março de 2015
Una Cena Veramente Portoghese
Uma das coisas que mais falta me fazem em Roma é a comida de casa. Acho que é um clássico, pelo menos entre os "erasmiani" que conheço. Em casa temos uma ligeira influência do nordeste brasileiro na comida que preparamos. E também preparamos muita comida macrobiótica.
Aqui vai uma lista das comidas que me fazem muita saudade:
- peixe grelhado com arroz e salada;
- feijoada brasileira e portuguesa;
- moqueca feita pela minha mãe;
- sopa!
A minha mãe fez-me uma visita... o que foi óptimo por várias razões! Mas ela trouxe enchidos e queijo de cabra, e decidimos preparar uma feijoada à portuguesa.
O Miguel foi eleito cozinheiro, porque é português e porque também estava entusiasmado por comer - e por cozinhar - a feijoada.
Os meus colegas de casa experimentaram-na pela primeira vez e adoraram! A casa cheirava tão bem, foi um momento tão tranquilo, com alguma música brasileira no fundo - e depois de alguns copos de vinho, não podiam faltar os clássicos latinos que batem nas festas de Erasmus por aqui.
A noite acabou em beleza em Trastevere, sentámo-nos numa linda esplanada e experimentámos uma deliciosa cerveja artesanal!
A minha mãe volta para Lisboa amanhã... eu vou ter aulas e a vida vai voltar ao normal... Purtroppo!
One of the things I miss the most in Rome is food from home. I think it is a classic, at least among the "erasmiani" I know. Back home, we have a slight influence from the northeast of Brazil in the food we prepare. We also cook a lot of macrobiotic dishes.
Here's a list of food I really miss:
- grilled fish with rice and salad;
- brazilian and portuguese feijoada;
- moqueca made by mom;
- soup!
So my mom came to visit... and this is great in so many ways! But she brought enchidos (which are a kind of sausage, I don't the translation to english) and goat cheese and we decided to prepare a portuguese feijoada.
Miguel was the nominated cook, as he is portuguese and he was also excited about eating - and cooking - the feijoada.
My flatmates tried it for the first time and they loved it! The house smelled so good, it was such a chilling moment, with some brazilian music in the background - and after some glasses of wine classic latin hits from Erasmus parties.
Afterwards we went to Trastevere, sat in a beautiful esplanade and tried a delicious craft beer!
Mom's leaving tomorrow, I'm having classes and life is going back to normal... Purtroppo!
segunda-feira, 16 de março de 2015
Fez Pop Na Sanita!
Ontem o meu belo alcatel, que me servia de telemóvel italiano, caiu na sanita.
Recuperei-o, sequei-o, e meti-o num frasco de arroz cru.
Dá-me vontade de rir. Mas às vezes caio em mim e apercebo-me de que é realmente uma situação lixada...
Vamos aguardar pelo melhor. Custou-me €60!
Oh universo, que maravilhosas voltas dás.
Yesterday my beautiful alcatel, which served me as my italian phone, fell down the toilet seat.
I got it back, I dried it and I put it in a jar with raw rice.
Makes me laugh. But from time to time I realize that it is actually a fucked up situation...
Let's hope for the best. It cost me €60!
Oh, universe, you and your wonderful spins.
Rainy Day, Running Day
Now I'll also update this blog in english, for my foreign friends have the right to understand what's going on here. Translation at the bottom of the text.
Hoje fomos correr. Pensava que seria uma corrida normal - tenho corrido aqui por Roma, mas nada de mais. Quando estava prestes a dar a volta para regressar para casa, a Alexandra sugeriu que continuássemos a correr até ao Colosseo. Fiquei tão entusiasmada, não podia dizer que não. E lá fomos nós.
Acabámos por ir desde Trastevere até ao Colosseo. Até à Piazza Venezia. Até à Fontana di Trevi. Até à Piazza Venezia outra vez.
Achei que esta era a forma mais fixe de visitar a cidade. Desta vez começámos com lugares que já conhecíamos. Da próxima, tentamos outros lugares giros.
Não estava muito frio, mas estava a chover imenso. Na verdade, até soube bem. Mas depois chegou a noite... e os autocarros não, o que significa que tínhamos de fazer uma escolha: ou congelávamos à espera do autocarro, ou continuávamos a correr para nos mantermos quentes. Eu estava já completamente molhada: os meus pés, o meu cabelo, a minha roupa... Eu não tinha roupa quente! O meu corpo estava muito cansado e estava a ficar tanto frio... Já tínhamos corrido mais de 8km, praticamente sem pararmos!
E então... de alguma forma, conseguimos encontrar forças para voltarmos para casa, a correr, congeladas, mas felizes.
O primeiro de muitos.
Today we went running. I thought we were going out for a normal run - I've been running here in Rome, but not that much. When I was about to turn around and run back home, Alexandra suggested that we kept running until we reached the Colosseo. I got so excited, I couldn't say no. So we went.
We ended up going from Trastevere to Colosseo. To Piazza Venezia. To Fontana di Trevi. To Piazza Venezia again.
I thought this was the coolest way to visit the city. This time we started with places we already knew. Next time we'll try other cool places.
It was not too cold, but it was raining a lot. It felt good, actually. But then the night came... but not the buses, which mean we needed to make a choice: whether we get really cold waiting for the bus to take us home, or we continue running to be warm. At this point, I was completely soaked wet: my feet, my hair, my clothes... I didn't have warm clothes! My body was so tired and it was getting really cold... We had already completed more than 8 km, barely stopping!
And then... we somehow found the strength to come home, running, freezing, being happy.
The first of many.
domingo, 15 de março de 2015
Il Mercato di Porta Portese
Hoje acordei (MUITO) cedo e fui ao mercado de Porta Portese, que acontece na zona de Trastevere (a 15 minutos de minha casa) todos os domingos. Infelizmente começou a chover sem parar a meio do passeio. Eu e a Alexandra precisávamos urgentemente de um porta-moedas... e foi a única coisa que não comprámos, claro! Este mercado fez-me lembrar a Feira da Ladra, mas está num nível acima. Encontra-se de tudo... desde panelas, aspiradores, perfumes de marca originais, skates, tapetes, bibelôs, escovas de dentes, ferramentas, computadores, teclados, pão, queijo, enchidos, livros, candeeiros, molduras... Tudo! A preços estupidamente baixos. O ideal para quem anda a contar trocos. E ainda dá para regatear.
Resumo das minhas compras:
- o que não precisava ✓
- o que realmente precisava X
E não consegui ver metade do que queria. Por isso, tenho de lá voltar para a semana. E nas outras todas a seguir.
sábado, 14 de março de 2015
Vino, Vino, Vino!!
Ontem fomos a um festival que chama Enotica, e que se declara como sendo o Festival do Vinho e da Sensualidade. Dura tres dias e fomos ao primeiro. Chegamos tarde, pagamos cinco euros para entrar e ja nao houve provas de vinho para ninguem. O ambiente era muito alternativo e interessante, bem mais interessante do que as quinhentas festas Erasmus a que temos ido. As festas Erasmus sao engracadas, sao um optimo pretexto para conhecer malta e criar belas memorias! Servem para a fase de adaptacao. Agora chegou o momento de explorar mais a cultura verdadeiramente romana. Sinto que estou em falha nesse aspecto.
O festival era enorme, no Forte Prenestino, um espaco ocupado e que serve de palco para iniciativas sociais-culturais-artisticas-politicas. Toda a decoracao do espaco transporta-nos para outro lugar qualquer, para outro mundo. As pessoas sao todas diferentes, diferentes de tudo! Fez-me muito lembrar o tipo de ambiente que se vive na noite berlinense. Lembrou-me tambem alguns lugares de Lisboa que, de longe, nao tem a mesma representatividade. Estava tanta gente e havia tanto para ver e fazer, que estavamos parvos. Enquanto uns amigos se sentaram a beber um vinho, a Alexandra e eu decidimos ir fazer a volta da praxe. Na verdade, nao estavamos propriamente em condicoes de beber depois da noite anterior! Enfim, vida de Erasmus...
Vimos uma performance de actores dificil de explicar. Estavamos em extase. Maravilhadas. Era isto que nos estava a faltar. Provamos comidas vegetarianas meio estranhas, um vinho, espreitamos tudo o que havia para ver. E, depois, sentamo-nos a conversar sobre a vida, sobre nos... e comecei a achar a nossa conversa saida de algum tipo de filme, sobretudo pelo ambiente a nossa volta. Toda a gente fumava charros, pessoas de todas as idades, feitios, nacionalidades. Meia-luz avermelhada. Uma musica envolvente que mexia comigo.
Vi um flashback de tudo o que tem acontecido, de como mudei, e de como mudar nos faz pensar no futuro de forma diferente. Como mudar nos assusta e, ao mesmo tempo, e reconfortante. Pensei em como estou a adorar esta experiencia e em como me deixa triste notar que esta a passar a correr. Pensei em como devia escrever mais, porque me faz bem. E, no final, senti-me tao feliz!
Dia seguinte. Nivel de ressaca 0%. Procrastinacao: 100%
A Alexandra e eu passamos o dia a fazer uma coisa que eu nao fazia provavelmente desde os 12 anos. Passamos o dia todo de pijama, dormimos, vimos videos, conversamos, cantamos, dormimos, comemos bolachas, rimos... Normalmente diria que foi um dia desperdicado, mas foi bom.
PS: Os computadores gregos nao tem, naturalmente, a nossa acentuacao disponivel. Talvez mais tarde corrija.
segunda-feira, 9 de março de 2015
Cinco de cada canto
Na minha casa habitam, para além de mim, quatro seres-humanos aproximadamente da mesma idade, cada um de cada nacionalidade:
- um alemão chamado Julius;
- uma holandesa chamada Linda;
- uma austríaca chamada Sara;
Os primeiros três entendem-se a falar alemão. Quando à escocesa, toda a gente percebe sempre o que ela diz. Eu sou a única mediterrânica, a que estabelece a ponte entre Itália e os restantes países, a única que sabe falar italiano e a quem se deve recorrer quando surgem questões de maior.
Às vezes fazemos uma sessão de aprendizagem do italiano. É interessante ver como resulta tão mais fácil para um português falar e aprender esta língua. Eles têm dificuldade com tantas e tão pequenas coisas que eu nem imaginaria... e apetece-me enfiar tudo o que sei num saco e oferecer-lhes: tomem, aqui têm tudo o que precisam.
Às vezes surge na casa um momento-chave de descoberta cultural. Normalmente, entre mim e eles porque, de alguma forma, as culturas deles têm mais a ver umas com as outras do que com a minha. O primeiro choque foram os guardanapos.
Guardanapos? Para quê? Para limpar a boca durante a refeição... vocês não usam? Não... normalmente não!
No outro dia, depois de jantar, o Julius mostrou-me orgulhoso o seu guardanapo, praticamente limpo: Vês como não preciso?! Limpíssimo!
Seriam uns pequenos porquinhos, não fosse a abébia da cultura... temos de tolerar mais, quando lidamos com outras pessoas em Erasmus. Afinal, pode ser tudo apenas uma questão de perspectiva. Este facto pode também servir de desculpa para muita coisa...
"Ah, no meu país é normal deixar o quarto todo desarrumado, é até sinal de boa educação!"
Ontem passei o dia todo fora de casa, era já de noite quando cheguei.
Julius:
- We can tell when you and Linda are not in the house for a while. There was a huge pile of dirty dishes near the sink and no one would wash them!
- Dá para perceber quando é que tu e a Linda não estão em casa durante algum tempo. Amontoou-se no lavatório uma pilha de loiça suja que ninguém queria lavar.
Eu:
- Thanks Julius! But you should tell my mom that. Back in Portugal, she thinks I'm messy and careless about cleaning.
- Obrigada Julius! Mas devias dizer isso à minha mãe. Lá em Portugal, ela pensa que sou desarrumada e despreocupada com as limpezas.
Julius:
- I better not. If I tell her this, she will kick you out of the house because she will realize that that's the best for everyone.
- É melhor não. Se eu lhe disser, ela vai-te expulsar de casa porque vai perceber que é o melhor para todos.
Julius:
- We can tell when you and Linda are not in the house for a while. There was a huge pile of dirty dishes near the sink and no one would wash them!
- Dá para perceber quando é que tu e a Linda não estão em casa durante algum tempo. Amontoou-se no lavatório uma pilha de loiça suja que ninguém queria lavar.
Eu:
- Thanks Julius! But you should tell my mom that. Back in Portugal, she thinks I'm messy and careless about cleaning.
- Obrigada Julius! Mas devias dizer isso à minha mãe. Lá em Portugal, ela pensa que sou desarrumada e despreocupada com as limpezas.
Julius:
- I better not. If I tell her this, she will kick you out of the house because she will realize that that's the best for everyone.
- É melhor não. Se eu lhe disser, ela vai-te expulsar de casa porque vai perceber que é o melhor para todos.
Estive sem internet, mas ainda estou aqui!
Duas semanas sem internet em casa é muito tempo. Chega a ser desesperante, mas tentei manter uma atitude receptiva a todo o tipo de situações inesperadas.
Estar sem internet obrigou-nos, cá em casa, a conversar, a trocar opiniões, a falar pormenorizadamente daquele vídeo fixe que se eu pudesse mostrava-to agora mesmo!
Obrigou-me a ter de tomar mais decisões sozinha, sem os valiosíssimos conselhos da minha mãe. Antes era tão fácil ligar o skype e consultá-la para tudo e mais alguma coisa! Pensei que sim, que realmente era demasiado fácil, que nem sequer fazia sentido. Cheguei a ficar enervada, mas percebi que tinha de aprender a:
1. Saber decidir e agir por mim em situações críticas, confiando aos deuses o resultado do feito;
2. Lidar com a frustração de tomar más decisões - sim, porque eu sei bem que, afinal de contas, a minha mãe ter-me-ia dado as orientações necessárias para não cometer erros crassos;
3. Aprender com os erros.
Aprender com os erros não é só fazer algo de estúpido, chorar, aceitar e seguir em frente, jurando nunca mais fazer de novo. Também aprendi isto agora. Engraçado como eu pensava que sabia tanta coisa!
Aprender com os erros tem sido mais ou menos assim: vou pensar muito nisto e tomar uma decisão inteligente. Chegado o momento, penso: "Uau, é a melhor decisão que estou a tomar na minha vida!". E, obviamente, depois não é. Possivelmente até será a pior. (Nota: em 99% dos casos, encontro-me sóbria). Normalmente é nestes casos que envio uma mensagem à minha mãe. Ela tem tido bastante paciência, por sinal.
Para a próxima não faço assim e pelo menos aprendi, concluo. Mas há tantas próximas diferentes... Não consigo ainda distinguir se ando com azar ou se estou simplesmente a viver uma vida normal, longe do ninho. Se calhar o plafon de erros acaba este mês. Depois é sempre a abrir.
Tenho tido imensa festa, também. Não é nada mau. Se estivesse em Portugal, não teria vontade de manter este andamento. Mas é Erasmus, sei lá. Há uma força qualquer invisível que nos chuta para fora de casa, e depois apanhamos-lhe o jeito. Parece que não dá para largar. Ainda por cima, temos só mais cinco meses, bora aproveitar todas as oportunidades para fazermos figuras de idiotas e rirmo-nos no dia seguinte! Estarei a mudar? Ou somos necessariamente diferentes quando estamos longe de casa? Não sei, mas acho que me estou a habituar à ideia e até gosto.
Combinei com o Julius (alemão com quem vivo) que temos de ir correr frequentemente, e fazer algum exercício físico. Disso sinto falta. Não sei bem ainda como é que vou articular as noitadas e a vida saudável, mas tem de haver uma maneira. Ontem estava a conversar com ele, e comecei com este discurso inspiracional, de como devíamos acalmar com as festas, tornarmo-nos mais saudáveis, fazermos um esforço por acordar mais cedo...
Ele ouviu, atento, e eis que me perguntou:
- You know what they call people like you, here in Italia?
- Sabes como é que eles chamam a pessoas como tu, aqui em Itália?
- What?
- O quê?
E então, no seu belo sotaque alemão, rematou:
- Toxico-dipendente.
Hoje alguém partilhou no facebook este artigo sobre a experiência Erasmus, que me fez imenso sentido, sobretudo o número 8, respeitando a espanhóis e portugueses. Mas sobretudo espanhóis. Meu deus. Estão em todo o lado!!
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