A primeira noite de festa em Roma foi na sexta-feira passada. Foi organizada pela ESN que, pelo que percebi, funciona como uma associação de estudantes para o pessoal em Erasmus. Mais do que a festa em si, o convívio foi fantástico. Dei por mim a pensar que, afinal, estar cinco meses em Erasmus não seria tão difícil assim! É claro que o gin tónico ajudou. Se calhar demais. O regresso a Lisboa estava marcado para o dia seguinte e, não sei bem como, esqueci-me disso durante a festa e, assim sendo, cheguei ao hotel às 6h, antecipando uma bela de uma ressaca. Mas feliz.
No dia seguinte a minha mãe acordou-me. O check out era às 11, e já não faltava muito.
E, de repente, o vazio.
Acabou-se a semana de férias. É o último dia que estás em Roma com a mamã. Daqui a uns dias, és só tu.
O vazio misturava-se com o entusiasmo e criava assim uma coisa meio estranha de se identificar. Lembrei-me de ter conversado com uma eslovena chamada Ana, na noite anterior, sobre as saudades. Ela disse-me que o que lhe custou mais foi deixar o sobrinho. E depois lembrei-me que não existe essa palavra em italiano, nem em inglês.
Está na altura de crescer.
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